quarta-feira, 26 de maio de 2010

Festa dos 51 Anos de vida do Rancho Folclórico de Zebreiros



No passado dia 22 de Maio de 2010 o Rancho Folclórico de Zebreiros, teve lugar na sede do do grupo as comemorações do 51º aniversario.
Ao festejar esta data, recordamos todos os antigos componentes e dirrectores do grupo.
Venham muitos mais......... :)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Actuação na Festa em Honra de S.Jorge Padroeiro do lugar de Zebreiros



No passado dia 24 de Abril demos a nosso contribuição para animar ainda mais a Festa em Honra de S.Jorge.
São Jorge é o santo patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscovo e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros e do S.C Corinthians Paulista. No dia 23 de Abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele, em Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo. A devoção a São Jorge pode ter também suas origens na mitologia nórdica, pela figura de Sigurd, o caçador de dragões.
Foi um serão bem passado, junto das nossa gentes,no nosso lugar que é Zebreiros.
Podem partes da nossa actuação na nosso canal no Youtube - Zebreiros 1959






sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Tradição das Desfolhadas



A desfolhada é um trabalho agrícola em que se retira a espiga da planta, que se chama milho. Embora possa parecer uma festa, é um trabalho duro e cansativo, tanto para os adultos, homens e mulheres, como para os jovens e as crianças que, por essas aldeias fora, trabalham no campo.

A espiga é uma maravilha da Natureza. Pega numa e observa-a com atenção. É formada por muitos grãos a que damos também o nome de milho. Consulta «milho», no dicionário universal.

O cultivo do milho é uma tradição do Minho, Douro Litoral e Beira Litoral. Esta planta gosta muito de calor e água; por isso, é necessário muito trabalho para a regar. A sementeira é feita nos princípios de Maio; em Junho é sachado para tirar as ervas daninhas e mondado. A monda consiste em tirar dois pés de milho que estejam juntos, para que aquele que esteja mais forte se possa desenvolver melhor. Em Julho começam as regas. Há um sistema de regadio que, ainda hoje, é motivo de muitas zangas e até de acidentes graves. Quando o milho cresce, é-lhe cortado o pendão ou bandeira que é um óptimo alimento para o gado.

Nos fins de Setembro, princípios de Outubro cortam-se as canas do milho, que são transportadas para a eira no carro de bois. Na eira faz-se a desfolhada. À medida que se desfolha, vai-se amontoando as espigas em cestos de verga ou de costelas que, depois de cheios, são despejados no canastro ou espigueiro. Os jovens participam entusiasmados nas desfolhadas, sempre na esperança de encontrar milho-rei ou rainha para poderem dar um beijo ou um abraço à namorada.

O milho-rei é a espiga vermelha (quando a pessoa que desfolha encontra esta espiga, tem que dar um abraço a todas as pessoas presentes).


A desfolhada ou esfolhada ou descamisada termina sempre com uma festa, com a merenda ao som das concertinas e de um baile que dura até largas horas da noite .

segunda-feira, 15 de março de 2010

XIX Festa do Sável e da Lampreia em Gondomar 2010

O Fim-de-Semana Gastronómico “Sável e Lampreia, um Sabor D’Ouro” foi uma das iniciativas da XIX Festa do Sável e da Lampreia, que se realiza, em Gondomar, entre 19 de Fevereiro e 21 de Março. A abertura do certame aconteceu ao final da tarde do dia 12. A entrega de prémios aos restaurantes participantes, assim como aos alunos e escolas que participaram no concurso de fotografia, aconteceu no noite de 13 de Março.
E, no dia 14, depois de vários milhares de visitantes passarem pelo Multiusos, finalizou a 6.ª edição do -de-Semana Gastronómico “Sável e Lampreia, um Sabor D’Ouro”.

A “Festa do Sável e da Lampreia” é uma iniciativa da Divisão de Turismo da Câmara Municipal de Gondomar, cujo objectivo é a divulgação das potencialidades gastronómicas do nosso Concelho. Remonta a 1991 a sua primeira edição. Em 2005, e integrada na “Festa”, realizou-se a primeira edição do Fim-de-Semana Gastronómico do Sável e da Lampreia.


O Rancho Folclórico de Zebreiros teve o prazer de animar a hora do almoço do dia 13 de Março.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Caracteristicas do Trajo Folclórico



Para se determinar se um trajo é folclórico, segundo a UNESCO, ele deve apresentar as seguintes características: tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade e aceitação colectiva.


Tradicionalidade: a partir de sua transmissão geracional, entendida como uma continuidade, onde os trajos novos se inserem sem ruptura com o passado, e se constroem sobre esse passado; Dinamicidade: ou seja, sua feição mutável, ainda que baseada na tradição; Funcionalidade: existindo uma razão para o trajo acontecer e não constituindo um dado isolado, e sim inserido em um contexto dinâmico e vivo; por fim Aceitação colectiva: deve ser uma prática generalizada, implicando uma identificação colectiva com o trajo, mesmo que ele derive das elites.


Esse critério não leva em conta o anonimato que muitas vezes caracteriza o trajo folclórico e tem sido considerado um indicador de autenticidade, pois mesmo se houver autor, desde que o fato seja absorvido pela cultura popular, ainda deve ser considerado folclórico.

Pode-se acrescentar a esses o critério da espontaneidade, já que o fato folclórico não nasce de decretos governamentais nem dentro de laboratórios científicos; é antes uma criação surgida organicamente dentro do contexto maior da cultura de uma certa comunidade.

A primeira função do vestuário terá sido a protecção contra o frio, o calor, a neve e a chuva, ou seja, a protecção contra as forças da natureza. No entanto, dedo adquiriu expressão cultural e mental, tornou-se uma linguagem e um código de conduta, uma forma de afirmação de identidade e uma condição social.

Os cidadãos trajavam segundo a formalidade da Corte.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tomada de posse dos novos dirigentes










No passado dia 12 de Dezembro ficou assinalada pela cerimonia de tomada de posse dos novos dirigentes do Rancho Folclórico de Zebreiros.


Novos Corpos Sociais


Assembleia Geral


Sofia Sousa (Presidente); TelmoCorreia (1º Secretário); André Silva (2ºSecretário)


Conselho Fiscal


João Costa (Presidente); Eurico Silva (1ºVogal); António Silva ( 2ºVogal); Eduardo Amorim (1ºSubstituto);Bruno Costa (2º Substituto)


Direcção

José Manuel Sousa ( Presidente); José Correia ( Vice-Presidente); Marina Soares (Secretária); Tiago Sousa (Tesoureiro); Rui Pereira ( 1º Vogal); Pedro Durães (2ºVogal); Rui Santos (3º Vogal); Manuel Costa (1ºSuplente); Maria La Salete Sousa (2º Suplente); Manuel Bandeira (3ºSuplente)




Assim desejamos Boa Sorte ao novos dirigentes, durante o proximo diénio

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Malhão das Palmas/ Traje de Jornaleiros


Esta é uma das mais características danças de Zebreiros onde é retractada a vida boémia de um homem que com o seu comportamento, se destacava na sociedade, ficando o seu modo de vida para sempre ligado ás cantigas das gentes daquela época.
Aqui nesta foto podemos observar mais de perto o Traje de Jorneiros ( Traje de trabalho).
Estes trajes é vestido pela Srª Alice e o Srº Luis, uns dos componentes mais antigos do nosso grupo de Zebreiros.
Os trajes são compostos por:
Homem – Calças de cotim, Camisa de riscado, Faixa, Tamancos, chapéu de palha. Normalmente usava um mangual para malhar o milho .
Mulher – Blusa de linho, Saia de linho, Saiote vermelho, Colete de fantasia em algodão, Lenço em algodão, Socos e chapéu de palha que a mulher enfeitava com flores do campo .
No entanto em vez de uma faixa é utilizada uma corda, que depois de apanhar a erva era utilizada para atar o molho .

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Filigrana tradicional de Gondomar nomeadamente nos trajos de Lavradeiras Ricas






As romarias eram, e ainda são, o local tradicional para o convívio e o encontro social, propicio ao cruzamento dos mais diversos estratos sociais em torno de uma devoção religiosa comum. Eram o evento ideal para cada romeiro exibir o seu melhor trajo, rico nos pormenores, revelador da sua condição social e das suas origens rurais ou citadinas.


No caso da lavradeira rica do Douro Litoral, poderá parecer que o seu trajo tem um papel secundário. O preto serve de fundo aos adornos de ouro e que são o símbolo da sua riqueza e estatuto social.


Remontando ao 3º milénio a.C., no Médio Oriente, a utilização da filigrana foi difundida periódicamente: na época romana mais recente; na Idade Média, na Sicília e em Veneza; na época Barroca; e em finais de 800 e princípios de 900.Consiste numa sucessão de grãos, obtidos a partir de um fio ou de uma lâmina de ouro ou prata (com um utensílio apropriado, que pode ser uma matriz com um punção adaptado à forma pretendida), com fins decorativos. Consegue-se o mesmo efeito óptico com uma trança de dois ou mais fios do mesmo diâmetro.




A Filigrana, arte de trabalhar metais, é fundamentalmente uma técnica de ourivesaria, e insere-se no tipo de ourivesaria popular. Embora não sendo especifica da nossa tradição cultural, encontramo-la noutros países e culturas, constitui uma das formas mais características das artes portuguesas. Lembremos Joaquim de Vasconcelos, o estudioso e erudito revelador da nossa arte popular, que situa a filigrana e o filigraneiro no quadro da arte : «o oleiro, o ourives na filigrana, o feitor de jugos principalmente para citar só três, revelam-se os mais seguros e fieis adeptos da arte nacional. Eles nos conservam o alfabeto de formas decorativas mais rico, mais variado, mais puro, mais genuíno que uma nação pode apresentar» (Joaquim de Vasconcelos, Artes Decorativas, in “Notas sobre Portugal”, 1908).


A filigrana foi aplicada em importantes peças de ourivesaria litúrgica, de que se são apurados exemplos o cálice de prata dourada do Mosteiro de Alcobaça, a Cruz de D. Sancho, exposta no Museu de Arte Antiga, as quais exemplificam o uso da filigrana, como ornato único. A filigrana vive então das jóias, nada valendo sem elas. Conotada como - técnica da aplicação – permanece com esta função até ao século XIX.Num segundo momento, no segundo quartel do século XIX, já como - técnica de integração - , a filigrana mais complexa e perfeita, mais segura, liberta-se da chapa de laminar que decorava, ganhando lugar de peça individualizada; sobre um esqueleto, estrutura ou armação, o filigraneiro teceu, ergueu, armou com fios delicados toda a «arquitectura» da sua obra.


O gosto pelas jóias de ouro filigranadas também se manifestou entre as classes superiores da época, assumindo-se como objectos de prestigio social para quem os usava. Porém classificada como arte popular, porque é produzida nos interregnos das tarefas campestres em certos locais, principalmente nos arredores do Porto. Surgem assim, os típicos corações de filigrana, alguns com grandes dimensões, os crucifixos, as cruzes de Malta, as arrecadas, os colares de conta, os brincos de fuso ou à rainha. Todo esse ouro filigranado é, não só um ornamento, como uma capitalização certa e segura de economia caseira, essencialmente rural.A filigrana passa a encarnar o lamento de quem ocupou durante séculos o pedestal de gloria, para depois, numa idade mais avançada, se ver destronada, desprezada. Acusam-na de uma arte menor.A tecnologia própria à filigrana abrange uma memória e um espaço sociais, isto porque cada técnica vai fixar-se num centro geográfico, numa época que permite tirar o máximo partido das riquezas dos processos e, em simultâneo, realizar uma difusão progressiva dos produtos.


Toda a filigrana portuguesa e consequentemente, a de Gondomar, se desenvolve de uma forma tradicionalista. Por isso, a forma, o modelo, a decoração, pouco tem variado desde há séculos relativamente à sua técnica.

Texto retirado do Blog : http://trajesdeportugal.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

V Evento "Caldo de Nabos para todos"



Realizou-se, pelo 5.º ano consecutivo, o evento “Caldo de Nabos para Todos”. A iniciativa, organizada pela Divisão de Turismo da Câmara Municipal de Gondomar, tinha como principal objectivo dar a conhecer aos Gondomarenses a iguaria que faz parte da história do Concelho.


Desta forma, foram convidados alguns restaurantes de Gondomar a confeccionar o prato e a distribuí-lo, gratuitamente, pelos Gondomarenses que se passaram pelo Largo do Souto. A actividade contou ainda com a animação do Rancho Folclórico de Zebreiros. O Vereador Telmo Viana, responsável pelo Pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Gondomar, e o Presidente da Câmara, Maj. Valentim Loureiro, estiveram presentes na abertura do certame.


O Presidente da Câmara fez questão de ser um dos primeiros a saborear o caldo de nabos e experimentar dançar ao som do Rancho de Zebreiros.

sábado, 19 de setembro de 2009

Abertura do XVIII Festival Gastronómico "Hoje há Caldo de Nabos"


A XVIII edição do Festival Gastronómico “Hoje há Caldo de Nabos”, que envolve a participação de 23 restaurantes do Município de Gondomar.

Também se irá realizar, pelo 5º ano consecutivo, o evento “Caldo de Nabos para Todos”. Esta iniciativa, a ter lugar nos dias 25 e 26 de Setembro, no Largo do Souto, decorrerá em tendas montadas para o efeito, onde se fará a oferta de Caldo de Nabos, pelos restaurantes participantes no Festival. Em simultâneo, a Câmara Municipal oferece a respectiva tigela à população.


A abertura oficial deste Certame Gastronómico realizou-se a 18 de Setembro, na Casa Branca de Gramido, que, recordando as suas origens, se “vestiu” com o ambiente rural de outrora.


Recriações da desfolhada, da apanha e pisa do vinho, regadas com acordeão e iguarias várias, foram alguns dos “condimentos” de uma cerimónia marcada pela diversão.


O Rancho Folclórico de Zebreiros, mais uma vez esteve presente, para animar e reviver tradições.